CADA ESTAÇÃO
Cada estação sua beleza. Nem sempre se vive quando floram as cerejeiras. Nem todos os dias reproduzem-se as baleias. Como não tem sentido uma vida pra encher-se de cerveja. O mundo precisa mudar, então talvez a empáfia juvenil tenha sua hora. Talvez seja útil a fase da soberba, mas tem a hora do prato principal e a hora da sobremesa. Chega a hora da doçura, a hora de ser terno. Outro tipo de bravura. A coragem de se olhar. O esforço de se entender. A ousadia de deixar o casulo e nele o medo de crescer. Cada estação sua beleza. Assim também a humanidade, que também tem sua natureza.